As fotos expostas, assim como os textos escritos, salvo nas situações devidamente referidas, são de minha autoria ou, eventualmente, dos que me são próximos. A sua apropriação indevida está vedada a quem o fizer sem a minha autorização. Como compreenderão.

domingo, 21 de agosto de 2011

TU...



Tu…
Que me cantas a vida
Quando ela não me ouve

Tu…
Que me iluminas o caminho
Quando se me acinzenta o espírito

Tu…
Que me coloras de esperança
Quando me despertas das sombras

Tu …
Que me soletras o amor
Quando me fogem as palavras

Tu…
Que me falas de dentro
Quando de mim pareço fugir

Tu…
Que me confias sempre
Quando mais pareço duvidar

Tu…
Que me esculpiste as formas
Quando gemeste um desejo

Tu…
Que me abraças com o teu olhar
Quando anseio pelo teu regaço


A Ti…
que dentro de mim vives,

Digo-te …

 continuo a escutar o teu canto,

que enlaçado me embala,

 entre dois sorrisos…sem fala.

E se nele descanso

a saudade que não se cala.






Nota: Dedico estas palavras a todas as pessoas daqui e d'aquém, que sendo mães ou não, nos fazem tanta falta.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Unique!

O Momento é daqueles instantâneos, acontecem. Especialmente se em sequência surgem. O "modelo" será apenas um adereço; o que realmente importa nesta caso é mesmo aquele micro-segundo. A foto, essa é da autoria da multifacetada Maria João de Carvalho Martins, quem felizmente amiúde me acompanha nestas minhas "paranóias", para delas retirar recordações para a vida, assim como esta.
Considero ter sido um momento feliz.
(Foto captada no Triatlo de Peniche, 4.06.11)

sábado, 21 de maio de 2011

Porto Santo!



Porto Santo...



Ilha de Encantos,
Tormentas idas
e outros cantos.


A ela desejo voltar.


Em seu manto, 
de dourada areia,
 sobre ela me deleito.


E essa imensidão desnudada,
em tons azul turquesa
pintada.


A ela quero retornar.


E novamente trilhar, 
caminhos que nos incitam à pernoita.
E nesta perscrutar... 



...cânticos de sereias
que ao nosso ouvido vêm 
sussurrar...


Amores e desencontros,
de almas perdidas, 
sons de vozes vadias.


A ela desejo regressar.



Por entre búzios e estrelas a marear, 
ditando sinas 
moribundas nas profundezas
daquele ondulante mar.




A Porto Santo desejo voltar...



...voltar...



E voltar...



E voltar...



E voltar...



E voltar...


E voltar...



E voltar...



voltar...


voltar...



E voltar... para novamente em ti me abraçar!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

No Teu Olhar...





No teu olhar eu descubro,

Que o mar

Tem uma cor inventada

Dentro do nosso peito

A mesma

Que a nossa pele vestiu

Quando a desnudámos.






Nota: O poema é da autoria de Maria João de Carvalho Martins. A sua divulgação já havia sido feita pela própria num dos comentários à ultima publicação apresentada neste próprio espaço. Como é tecido no tear das oficinas próprias dos artesãos, considero que deve ser  melhor divulgado. Porque está para além do pessoal, não cometo nenhuma inconfidência e, por isso, ele é claramente transmissível.

domingo, 15 de maio de 2011

Singularidades...(De)Vidas!


Momento Singular, na vida de uma mulher Singular, que tece momentos Singulares com todos aqueles que com ela se cruzam.
Refiro-me a Maria João, uma nova poetisa que desponta no panorama Nacional e de quem me orgulho sem limites.
A foto, essa não é da minha autoria, mas sim de Alexandre Gandum. 

Parabéns e muitas felicidades, Maria João de Carvalho Martins.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Que Aragem Fria, esta!


Ah! que aragem gélida esta
Que me invadiu num repente,
e me esmurra de dentro

Que dor agrilhoada,
Ao grito aprisionado.
Vociferadas são
 As lágrimas destas vísceras, 
Amordaçadas.

Por fim...
Ergo-me em meus braços,
E deixo-me
...pausadamente...
 Expirar.

Libertando esta aragem,
tão fria e inesperada.
E na memória do teu sorriso,
Deixo-me ficar.




Para ti Luísa, um beijo muito grande, minha querida.

terça-feira, 29 de março de 2011

Epílogo de um Tumulto.





Num ápice...
Nimbos e Cumulos, Cumulos e Stratus, acotovelaram-se no céu,
Obedecendo à fúria que a ambos trazia.
Ameaçadoras,  precipitaram-se na sua ânsia,  
Arregaçando ventos, 
Semearam tempestades. 
O mar, encapelado, uniu-se-lhes na ira
Lançando vagas, removendo areias
Estremeceram rochedos.
A terra, esbaforida, remexeu campos e estradas, 
removeu lugares, desenhou novas fronteiras.
Juntos, varreram gentes e coisas,
Sobressaltaram Deuses, 
Ameaçaram a ordem que, atónita e desalentada,
Aturdida e desesperada,
Cedeu no seu cansaço,
Ás ordens da essência das coisas, 
Da sua própria essência, da sua própria natureza,
Razão de sua existência.