As fotos expostas, assim como os textos escritos, salvo nas situações devidamente referidas, são de minha autoria ou, eventualmente, dos que me são próximos. A sua apropriação indevida está vedada a quem o fizer sem a minha autorização. Como compreenderão.

sábado, 10 de julho de 2010

Ainda me Lembro...



Ainda me lembro….

Do modo como sempre me senti
Confortável e seguro, no balancear de teus braços
Caricias sentidas nas circunvalações do meu cérebro,
E de que ainda hoje sinto as réplicas 
Mimos que guardo...



Ainda me lembro…

Como sempre me defendeste das rasteiras da vida,
Como sempre procuraste proteger-me das suas travessuras
Como te protegesses a ti própria,
De um sofrimento que também teu seria



Ainda me lembro…

Das tormentas que enfrentaste e da valentia que tiveste,
Para delas saíres, de cabeça levantada, dona de ti, livre,
E coerente foste, digna do respeito que orgulhosamente conquistaste,
Na tua humildade de pessoa, simples no conhecimento,
Sábia dos destinos que a vida te dava a escolher

Humedece-me os olhos quando...



Ainda sinto…

O teu carinho, o teu amor,
O teu riso, a tua alegria 
Rica nas cores com que soubeste pintar as expressões
De todos os que contigo festejaram o sabor de viver



Ainda sinto…

Os tons calorosos da tua voz,
E nela, a tua indefectível demanda,
Assumida como a razão da tua existência,
E esses ecos, que hoje iluminam o meu interior,
A eles confio as minhas decisões



Ainda sinto…

O teu verdejante olhar, que me perscrutava sempre
Para além do alcance do teu dever,
Procurando descortinar se a tua missão era bem sucedida



Ainda sinto…

A tensão no cordão, que com toda a força do teu desejo, me constituiu em mais um milagre,
Neste maravilhoso Universo.
Ainda me une a ti e nos continuará a unir, esse pulsar
Até que a ti me junte, no teu destino ou noutro, certamente aquele que nos espera a todos



Ainda sinto…

O quanto me amaste
E eu sempre lembrarei, o quanto te amo

Querida Mãe, sinto tamanha saudade...

sábado, 26 de junho de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Douro dourado.

Em 2003 tive a feliz oportunidade de concretizar um desejo há algum tempo ambicionado: viajar pelo leito do rio Douro e apreciar as famosas paisagens e vistas com que aquela região, complacente e melancólica, por vezes, assombrosa e circunspecta, noutras, íntimista  e intrigante, em acasos, nos oferece.
Especialmente para aqueles que ainda não tiveram esta oportunidade; para os outros que só muito vagamente poderão vir a disfrutar dessa possibilidade, deixo-vos alguns dos mosaicos que ficaram registados na memória dos que, juntos, saboreamos o momento.

































quinta-feira, 13 de maio de 2010

Gerês, do lado de cá... ou Xurês, do lado de lá.


No Sábado passado, oito, do mês de Maio, tive a oportunidade de trilhar alguns trilhos, desculpem-me a redundância, em virtude de um convite que me foi endereçado por um amigo, que de tempos a tempos se lembra da minha vocação desportiva, mas também socialmente aventureira. Fiz uma pausa na intensidade e apostei no volume e no convívio, porque um amigo leva-nos a outros amigos. Em boa hora a razão e o coração se uniram na decisão de aceitar tão caloroso desafio. E se valeu a pena! Como o sentido é partilhar, deixo-vos algumas das fotos roubadas à natureza ela mesma, sulcada pelos pneus das "nossas" rodas, por  entre as sensuais e curvilíneas formas da montanha, por vezes agrestes, outras suaves, que  ora inclinando-se para cima, ora inclinando-se para baixo, nos deu o prazer de as percorrer; Gerês para nós, Xurês para eles, mas em tudo a mesma Serra. Das paisagens deixo-vos exemplos de mosaicos de lugares pouco frequentados. As  fotos não são da minha autoria, mas dos companheiros de jornada.