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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Adeus!

Vagarosamente,
deixo deslizar,
os meus dedos nos teus...

Fruindo uma última vez
as fragrâncias que inalam da tua doce pele.

Mil vezes percorrida,
tantas vezes sentida.

Tu e eu, num só.

Para suspirar por fim, 
tudo de ti em mim.

sábado, 9 de novembro de 2013

Espectros


Vagueiam  entre portas
São como estranhos...
Amblíopes e insonoros
Escondidos de si mesmos,
Desarmados das suas forças

Sem  nada para dizer...ou dar
Almas sem memoria,
Embriagadas do nada,
Esqueceram passados
E o poder de amar
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Voo Nocturno!

Trago no peito o negrume da dor
Que de dentro me sangra
Isenta de qualquer cor
Em caminho sem demanda

Teimarei nele procurar 
Uma outra luz 
Nele um outro novo horizonte

Quão árdua tarefa produz
Uma alma sem esperança



quinta-feira, 11 de julho de 2013

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!

Natal...
Na província neva.
Nos lares aconchegados,
um sentimento conserva 
os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça,
a paisagem que não sei,
vista de trás da vidraça
do lar que nunca terei.

(Fernando Pessoa)


sábado, 6 de outubro de 2012

NÃO ME FODAM!


Não me fodam!
Digo eu…
Sempre a ser chamado,
Mais o meu contributo
Para suprir o gamado?
Ah! Filho da puta…o gajo fugiu.
Para onde foi ele, o descarado?

Não me venham com mais troikas
E a ameaça do fim do mundo
Há vida para além dessas moikas
Mesmo num País moribundo.

Ele é fisco e mais confisco
Sob a capa da necessidade
Agh! Estou farto de ser isco
Para tanta falta de verdade.

E as estórias de encantar?
Ouvidas no entretanto?
Mas no acto de governar
Porque sentimos que os tipos
Nos andam sempre a roubar?

Já no longínquo passado assim foi,
E o Povo acossado,
Lançado p’á frente como um boi
“bate c’os cornos, cabrão!
E sorri! Estás a ser filmado!”

De ajuda em ajuda
Justificada com imensos números
Alguém nos acuda e nos livre
De tantos energúmenos

Tiram-nos tudo, os vampiros
E depois arranjam desculpas…
“Foi ele e aquele!...e ainda aqueloutro!”
Qualquer dia isto só lá vai
Não com cravos, mas com tiros!

“Mas é tudo natural”
Desgraçar as pessoas
“Lá fora também é assim e é tudo legal.
Nem sei porque levam a mal.
Se são tudo ideias boas”

Mas cuidado!
Desconfiem quando vos gabam
Tarda não tarda,
Algures no trajecto
Voltarei a ser ultrajado.

Mas haverá nisto algum juízo?
Despojar todo um Povo,
Esmagá-lo como se fosse um ovo?
Ah! “Tens sempre uma solução, EMIGRA!
Mas, para não te perder o rasto
Leva este guizo
Queremos saber do teu rasto
Não se sabe se voltas a ser preciso.”

Por isso eu vos digo…
NÃO ME FODAM!
Já estou farto de ser FODIDO!